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O desejo de trazer à memória a castanha

por Agricultando, em 27.12.20

Este texto foi publicado no Diário de Notícias, no dia 27 de Dezembro de 2020.

Nos últimos 20 anos, o Dr. Jorge Lage tem-se dedicado à divulgação da cultura do castanheiro e da castanha, em Portugal, nas mais variadas vertentes. Recuando no tempo, em 2001 lançou "A Castanha – Saberes e Sabores" que foi editado três vezes e encontra-se esgotado, depois "Castanea – Uma dádiva dos deuses" de 2005 com duas edições, "Memórias da Maria Castanha" de 2013, "Maria Castanha – Outras Memórias" de 2016 e "Romanceiro da Castanha" de 2018. Agora, no final de 2020, é apresentada a obra mais recente, "Quem me dera cá o tempo – Antologia da Maria Castanha" coordenada pelo Dr. Jorge Lage, o seu sexto título sobre a castanha e o castanheiro. Como o título sugere, reúne textos e poemas de mais de 80 autores, com idades, formações e percursos de vida distintos. O Investigador e Jornalista Jorge Lage, notável transmontano natural de Mirandela, convidou um grupo de pessoas, que por uma razão ou outra, estivessem ligados ao fruto, tendo-lhes pedido que o texto ou poema não ultrapassasse uma página, desafio que foi aceite por todos. E nas laudas da Antologia podemos encontrar textos do Professor Doutor Adriano Moreira, Professor Doutor Jorge Paiva, Dr.ª Edite Estrela, Jornalista José António Saraiva, da madeirense Dr.ª Graça Alves, entre outros, e também um escrito da minha autoria, ao qual agradeço o honroso convite endereçado pelo Coordenador desta publicação.

Este livro com 239 páginas, conta com o prefácio do Professor Telmo Verdelho da Universidade de Aveiro, que no final do seu texto, ao referir-se à Antologia escreve que «[...] Tem verdade, tem arte, tem emoção, alguma nostalgia, bastante saudade e um justificado louvor aos nossos pais e à terra onde começamos a ver o mundo. Honra lhe seja feita!». Na nota introdutória, o Dr. Jorge Lage dá a ideia de estar a concluir «[...] este trabalho solitário, árido e duro, com esta Antologia, reunindo escritores ligados ao país castanícola e de diferentes níveis sociais». Reforça mesmo a ideia que «[...] Foi uma procura de saberes etnográficos e gastronómicos sobre a castanha e o castanheiro do "souto lusitano", prolongando-se por duas décadas e desejando memorar e promover a biodiversidade, os usos e costumes castanhícolas e a ruralidade de um país maravilhoso, no seu rincão, nas suas gentes e na sua história». Aos já mencionados prefácio e nota introdutória, "Quem me dera cá o tempo – Antologia da Maria Castanha" está dividida pelos seguintes capítulos: "Da castanha", "Apanha e rebusco", "A castanha na gastronomia", "Magosto" (palavra em mirandês que deu origem à palavra magusto), "Jogos com castanhas", "Do castanheiro", "Do souto", "Usos e costumes e outros", "Apêndice de recensões" e "Tábua de autores".

Para o admirador de castanha, esta Antologia irá revelar-se como um repasto literário recheado de prosa e poesia que enaltece o fruto, a árvore, os sabores, os saberes, usos e costumes das nossas gentes, merecendo por isso, a nossa melhor atenção. A obra está disponível na Livraria Académica (telefone 222005988 ou pelo email livraria-academica@sapo.pt), no Porto, Livraria Minho (telefone 253271152 ou pelo email lminho@livrariaminho.pt), em Braga e a Livraria Traga Mundos (telefone 259103113 ou pelo email traga.mundos1@gmail.com), em Vila Real.

A quem me lê, votos de Boas Festas e um feliz 2021 pleno de esperança!

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publicado às 16:47


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