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Ferradura do bem comer

por Agricultando, em 30.03.14

Este texto foi publicado no dia 30 de Março de 2014, na revista "Mais" do Diário de Notícias.

Terminado o Inverno, surge agora um novo ciclo de produção agrícola que terá o seu auge a meio do ano. Os dias ficam maiores e as temperaturas amenizam-se, proporcionando aos hortofrutícolas um crescimento e um desenvolvimento que ajudado pelas chuvas ou regas (em especial na costa sul), irão dar os seus frutos. Como vimos anteriormente, a sazonalidade da oferta agrícola é essencial para a metamorfose do mosaico de culturas e suas cores que embelezam e encantam o residente e o visitante, quando contempla a paisagem agrícola madeirense, quer na encosta sul, quer na vertente norte da Madeira. Essa transformação reflecte-se posteriormente naquilo que comemos em casa ou no restaurante, a bem da diversidade alimentar e do nosso bem-estar. Ao fim e ao cabo, é recordar aquilo que os nossos antepassados tão bem faziam, pois outrora a importação de produtos agrícolas vindos de destinos longínquos era quase impossível, não só pela distância geográfica, mas sobretudo pela falta de meios de transporte que garantissem que estes chegassem cá nas melhores condições. Hoje em dia, é frequente encontrarem-se nas prateleiras dos supermercados, verduras e frutas de países do outro lado do mundo, a preços convidativos. Porém, porque importa defender aquilo que é nosso, é fundamental que ao fazer as compras habituais de hortaliças e frutas, dê preferência ao que é local, pois assim estará a contribuir para a manutenção da paisagem agrícola insular e para a nossa economia rural. Se cada um de nós e os responsáveis pela compra dos produtos agrícolas que serão usados nas cozinhas dos hotéis e restaurantes da nossa Região, o fizerem, veremos que esses produtos que vêm de longe, deixarão de vir um dia e assim, a nossa terra ficará mais rica!

O Restaurante A Ferradura (telefone 291763580), situado no Caminho do Pilar, número 24 C, freguesia de São Martinho, concelho do Funchal, existe desde 1 de Abril de 1987, sendo que antes dessa data, era um bar com a mesma designação. O seu proprietário, Paulo Agostinho Gouveia, fez o curso de cozinheiro na Escola de Hotelaria da Madeira em 1973, tendo depois trabalhado na área da restauração no Hotel Duas Torres e em hotéis e restaurantes da Ilha de Jersey. Habitualmente neste restaurante, as entradas mais pedidas são o pão d’ água ou o bolo do caco com manteiga e alho, bem como o fígado de vaca. Nos pratos principais, o macarrão com carne, a mendinha ou o osso buco confeccionados na panela, a joalheira fumada, o bife grelhado com cogumelos, nas carnes e, o bife de atum "alto", os chicharros fritos com arroz de tomate, a posta de cherne grelhada, nos peixes, vão surpreendê-lo pelos aromas e sabores ali preparados. Através de encomenda antecipada, pode deliciar-se com uma dobrada à madeirense com feijoca e arroz branco, um cabrito ou pato assados e em determinadas épocas do ano, com carnes mais requintadas, como a de faisão ou de veado. Nas sobremesas, o pudim de caramelo e a mousse de chocolate caseiros são autênticas especialidades. Na Ferradura, a utilização e predilecção pelos hortícolas locais como a semilha (regionalismo para batata), a couve, a cenoura, a feijoca (espécie semelhante ao feijão, mas com sementes e vagens maiores), a alface, o tomate, entre outras e os peixes de origem regional, são alvo de constante atenção. Porque o sucesso das iguarias, além de passar pelo conhecimento do Chefe de Cozinha e também dono deste restaurante, está fortemente ligado à frescura e qualidade dos nossos produtos da terra e do mar.

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