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Uma dúzia de anos a agricultar!

por Agricultando, em 09.09.19

A 9 de Setembro de 2007 surgia o "Agricultando", rubrica de opinião sobre Agricultura madeirense na revista do Diário de Notícias da Madeira.

Captura de ecrã 2015-09-9, às 22.06.57.png

O "Pêro da Ponta do Pargo em festa" foi o primeiro artigo de um conjunto de 174 textos publicados até à presente data (71 textos da 1.ª série - 9.9.2007 a 13.6.2010, 72 textos da 2.ª série - 30.1.2011 a 29.1.2017 mais 31 textos da 3.ª série iniciada a 26.2.2017, e que se encontra em curso). A estes cento e setenta e quatro escritos há que juntar mais dois artigos-resumo das 1.ª e 2.ª séries que foram publicados no Diário de Notícias da Madeira a 13.6.2010 e 29.1.2017, respectivamente.

Depois, publicaram-se os 71 textos da 1.ª série em livro a 21 de Março de 2011 com a respectiva versão inglesa, a 16 de Dezembro de 2013.

Passados 12 anos nunca pensei estar ainda a escrever. O facto de saber que o Agricultando é lido por muitos leitores do Diário de Notícias da Madeira, aqui no blogue e na página de facebook, dá-me alento para continuar, fazendo aquilo que mais gosto: escrever sobre o que de bom a Madeira e o Porto Santo tiveram ou têm a nível agrícola e gastronómico.

Enquanto houver leitores neste cantinho, haverá Agricultando!

Muito grato a quem me lê!

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publicado às 11:57

Este texto foi publicado no dia 25 de Agosto de 2019, no Diário de Notícias.

No passado dia 14 deste mês, a Secretaria Regional do Turismo e Cultura através da Direcção Regional de Turismo (DRT) lançou o guia "Rota da Cana-Sacarina e do Rum da Madeira", no Museu da Quinta das Cruzes, no Funchal. Esta publicação contou com a colaboração de dezena e meia de entidades públicas e privadas tais como engenhos de cana-de-açúcar, museus e lojas de degustação e venda de produtos como a aguardente de cana, o mel-de-cana ou até mesmo cosméticos que contêm mel-de-cana biológico desenvolvidos pela marca Terramiga. A brochura de 32 páginas pode ser descarregada na página de internet do Turismo da Madeira ou obtida gratuitamente num dos Postos de Informação Turística da DRT, estando disponível em cinco línguas (português, inglês, espanhol, francês e alemão). Ao percorrermos as suas folhas, encontramos informações desta cultura agrícola madeirense multissecular sobre a sua história, algumas curiosidades, como por exemplo, que a economia do açúcar originou grande prosperidade às famílias produtoras que lhes permitiram construir casas em pedra cobertas com telha de barro, surgindo assim as tão conhecidas "Quintas" da Madeira, a sua produção, os seus derivados, os tipos de rum, os engenhos em funcionamento e visitáveis com entrada livre, os Museus "A Cidade do Açúcar", de Arte Sacra do Funchal, da Quinta das Cruzes e o Etnográfico da Madeira, bem como um par de estabelecimentos comerciais que dispõem de uma vasta oferta de aguardentes de cana da Madeira.

Este roteiro distingue também os eventos que promovem e valorizam anualmente a cana-de-açúcar como a "Feira Regional da Cana-de-Açúcar e seus Derivados" que se realiza em Março ou Abril, na freguesia dos Canhas, concelho da Ponta do Sol, o "Festival Apanha da Cana" que acontece em Abril, na freguesia do Porto da Cruz, concelho de Machico, o "Festival do Rum da Madeira" que tem lugar nos meses de Abril ou Maio, no Funchal, aquando da laboração dos engenhos e anuncia a primeira edição do Festival do Açúcar que será organizado pela DRT e terá lugar em Julho de 2020, no Funchal. No final da publicação, consta um pertinente mapa da Madeira onde se indicam os pontos de interesse anteriormente descritos, o número de explorações produtoras de cana-sacarina e respectivas áreas de produção em hectares. Porém, seria oportuno que se corrigissem algumas gralhas no mapa, mormente o número de explorações e as áreas de produção dos concelhos da Calheta e da Ponta do Sol que se apresentam iguais, o que é pouco provável e bem assim onde se assinala erradamente o Engenho de Abel Fernandes, localizado em Gaula, concelho de Santa Cruz, quando na realidade aquela unidade transformadora situa-se na freguesia do Porto da Cruz, concelho de Machico. Por ser uma cultura agrícola tão familiar quase que nos esquecemos da sua importância socioeconómica no decurso dos seis séculos da presença dos portugueses no Arquipélago da Madeira, pelo que tudo o que se fizer para recordá-la é sempre positivo e digno de registo.

Desse modo, deixo aqui uma nota de apreço para quem idealizou este guia "Rota da Cana-Sacarina e do Rum da Madeira", pois dá mais visibilidade à cana-de-açúcar e aos produtos que dela derivam, quer ao residente, quer sobretudo ao visitante. Como proposta de melhoria, sugiro que numa próxima revisão introduzam um índice e uma ficha técnica com menção ao ano de edição, numerem as páginas e no futuro procedam a actualizações periódicas.

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publicado às 16:30

Este texto foi publicado no dia 28 de Julho de 2019, no Diário de Notícias.

Em finais de Junho, a Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM) disponibilizou a "Série Retrospectiva das Estatísticas da Agricultura e Pesca da Região Autónoma da Madeira (1976-2018)", na sua página de internet. Assim, actualizaram-se os dados sobre as áreas e produções das culturas mais importantes e a sua evolução ao longo de 43 anos. Ao compararmos 2017 e 2018, nos cultivos temporários, verificaram-se aumentos de produção de batata-doce, cebola e nabo. Na alface, semilha, cana-de-açúcar, feijão verde e tomate, constataram-se diminuições das quantidades produzidas, não se registando oscilações nos quantitativos de cenoura, inhame e milho para maçaroca. Quanto às culturas permanentes e atendendo aos dois anos em causa, as produções de anona, limão e pêro para sidra cresceram, sendo que as de abacate, banana e uva baixaram, com a de castanha a atingir um valor aproximado e as de cereja e maçã a igualar os números de 2017. As razões que poderão explicar o sobe-e-desce das produções agrícolas regionais estão relacionadas com as condições climáticas, a existência e o aparecimento de pragas e doenças (algumas de introdução recente), o preço pago ao produtor, a importação massiva de produtos homólogos (embora alguns até sejam de menor qualidade) a preços de venda mais baixos que os de origem regional, entre outros.

Nesta publicação anual da DREM podemos igualmente analisar informação relativa ao Modo de Produção Biológico (MPB) desde 2008. Em 2018, alcançaram-se 187,6 hectares (mais 21,7 por cento que a área total em 2017) e 139 agricultores (mais 7,8 por cento que em 2017). Contudo, para termos uma ideia do peso que o MPB representa no total de área agrícola (biológico e em protecção integrada), e com base nos valores mais recentes que se referem a 2016, a Região tinha 4.893,2 hectares, enquanto que a área de produção biológica naquele ano contribuía com 152,3 hectares (3,1 por cento). A tendência será aumentar já que há cada vez mais procura do consumidor por produtos agrícolas sem pesticidas de uso agrícola químicos, mas ainda haverá um certo caminho a percorrer. À luz do conhecimento agronómico presente, e para vários hortofrutícolas, o controlo eficaz de pragas e doenças, necessita de ser feito com recurso aos "remédios" como vulgarmente também são conhecidos, reduzindo os níveis de infestação de determinadas pragas como a mosca da fruta e as cochonilhas. Caso contrário, comprometem-se seriamente as quantidades pretendidas e o respectivo rendimento. No ano em que se realiza mais um Recenseamento Agrícola (RA) e cujas entrevistas presenciais acontecerão entre Outubro de 2019 e Maio de 2020, em todo o país, teremos na verdade outros números distintos daqueles que foram obtidos no RA de 2009. Porém, uma coisa é evidente, a preferência que todos nós como consumidores damos (ou deveríamos dar) aos produtos agrícolas de origem regional, influencia favoravelmente o desempenho das áreas e produções agrícolas, isto é, fomenta a sua manutenção ou mesmo a expansão.

Façamos o que deve ser feito e como acto responsável de cidadania, compremos o que é nosso, sempre!

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publicado às 15:59


Testemunhos do nosso passado rural

por Agricultando, em 30.06.19

Este texto foi publicado no dia 30 de Junho de 2019, no Diário de Notícias.

"Ferramentas do Linho e da Lã, o ADN do Povoamento Rural da Madeira" de Danilo José Fernandes é uma edição de 2016 do Grupo de Folclore e Etnográfico da Boa Nova com apoios da Fundação INATEL, Câmara Municipal do Funchal, Casa-Museu Frederico de Freitas e Direcção Regional da Cultura e uma tiragem de 500 exemplares. Como o título indica, foi realizado pelo investigador um levantamento exaustivo dos utensílios do linho e da lã, suas designações, feitios e manuseamento, recorrendo a testamentos do século XVIII, outras publicações e a entrevistas a tecedeiras ou seus familiares. A tradição oral expressa através de trovas, adivinhas, adágios e provérbios, as plantas barreleiras (branqueadoras) e tira-nódoas, o linho e a II Guerra Mundial, lapsos e equívocos, origens, glossário, catálogo das ferramentas do linho e da lã, adquiridas ou de colecção particular patentes no Núcleo Museológico de Arte Popular (NMAP) no Centro Cívico de Santa Maria Maior, no Funchal,  dão corpo a esta obra. Na Região, o fadário do linho (como João Adriano Ribeiro escreve no prefácio), também conhecido como os tormentos do linho, tem origens no «Portugal beirão, com início na antiguidade, cujos usos e costumes se estenderam às ilhas adjacentes no século XV». Começando na linhaça, depois a semeadura, colocado em maçadoiras, tasquinhado, sedado, colocado em estrigas, fiado, atado em meadas, dobado, urdido e terminando na teia. As três variedades deste tecido de proveniência vegetal como o moio, o linho e a estopa. A recolha de informações obtidas em freguesias que não tinham sido suficientemente estudadas na área da tecelagem como Gaula, Caniço, Câmara de Lobos, Estreito de Câmara de Lobos, Campanário, Tabua e Madalena do Mar, que foram esquecidas no decorrer do tempo pelo surgimento de novas artes como o bordado. Por uma questão de espaço darei destaque à parte relativa ao linho, mas a que respeita à lã é digna de igual atenção do leitor que queira conhecer esta publicação.

Ferramentas_Linho_e_La_Danilo_Jose_Fernandes_capa_

Direitos Reservados

A expansão da cultura do linho nas Ilhas da Madeira e do Porto Santo assentou sobretudo no modo de exploração de auto-suficiência para confecção de roupas do lar e vestuário, colchões, sacos para uso doméstico e para a lavoura, panos de limpeza, cordas, entre outros. A venda de linho era tida em conta só depois de satisfeitas as exigências de tecido necessárias para a casa que eram prioritárias. Sobre a planta é uma herbácea constituída por uma substância fibrosa cuja parte exterior da haste se extrai a fibra têxtil para o fabrico de tecidos e por uma substância lenhosa que é o tomento. Das sementes oleaginosas faz-se uma farinha usada para cataplasmas de linhaça com fins medicinais. Aquando do povoamento introduziram-se dois tipos de linho: o galego e o mourisco vindos do Continente. A haste do primeiro tem uma altura entre 60 e 70 centímetros, sendo apreciado pela sua finura, enquanto que o segundo tem uma haste curta que não vai além dos 50 centímetros de comprimento, mas que é mais fibroso que o primeiro. Em meados do século passado, a então Estação Agrária do Funchal introduziu outra variedade designada de "Arc-en-Ciel" ("Arco-íris"), tendo sido ensaiada em Santana com bons resultados e passando a ser cultivada. O seu caule maleável atinge mais de 1 metro e é fino, ideal para o cultivo e para a manufactura. No final dos anos 80 da centúria anterior, numa época que o fabrico de linho estava extinto, o Engenheiro António Silva que era o responsável pela Direcção Regional de Agricultura de Entre o Douro e Minho) foi incumbido de reactivar aquela produção baseada em dois segmentos: tradicional e inovador. Para o efeito trouxe uma nova semente resultante do cruzamento de duas variedades importadas, "Belinka" e a "Natasja" que alcançou excelentes desempenhos, mormente um rendimento em fibra de cerca do triplo, quando comparado com o galego. Esta experiência fez com que o linho ainda seja cultivado nas freguesias dos Canhas e Santana. Em termos de ciclo produtivo, a linhaça era semeada entre os meses de Janeiro e Março, baseada em ditados antigos, embora se recomendasse aquele amanho cultural preferencialmente na primeira sexta-feira de Março porque os «antigos diziam que era o único dia que não havia lua nem maré» e que era seguido nas freguesias da Ponta do Pargo, Porto Moniz e Ribeira da Janela. Na Fajã da Ovelha, Canhas, Ribeira Brava, Machico, São Roque do Faial e Faial, semeava-se o trigo na mesma data que o linho. Já no Porto da Cruz, Santana, Ilha e São Jorge, perto da Semana Santa, a linhaça era lançada à terra no momento em que se desenraizava e cultivava novamente o ‘inhame de sola’ (aquele que é plantado todos os anos), isto é, tinha lugar uma consociação porque o inhame ajudava a suster o linheiro. Na apanha, as épocas variam consoante a localização geográfica, pelo que a oeste, na Fajã da Ovelha e Ponta do Pargo, assim como a norte, Porto Moniz e Ribeira da Janela acontecia entre o dia de São João e o dia de São Pedro. Noutros lugares como Machico, Porto da Cruz, Santana, Faial, Ilha e São Jorge, o linho era arrancado em meados de Junho. Ao longo dos capítulos seguintes descreve-se com pormenor, através de figuras, fotografias e de texto, as ferramentas do linho e da lã, suas características e funções. Como plantas barreleiras e tira-nódoas dão-se alguns exemplos como a abóbora, azedas, agrião da ribeira, inhame, jarro, novelo, tomate barrela (o mesmo que capucho, da serra ou lagartixa), Zabel Dias (também conhecida por amor de burro, Isabel Dias, malpica e setas), bolsa de pastor e azedas, sendo estas duas últimas plantas tira-nódoas. Uma nota de apreço para o catálogo como capítulo final, onde estão agrupados os diversos utensílios utilizados na fiação do linho e da lã, identificando-se o tipo de madeira empregado na construção, o proprietário, a localidade e a data de aquisição ou doação e que se encontram expostas no NMAP.

É, sem dúvida, um legado documental da importância do linho e da lã para as gentes deste Arquipélago desde o povoamento até meados do século XX que agora está preservado nesta publicação de 220 páginas. Merece, pois, uma leitura e consideração por parte dos que querem conhecer melhor a história popular dos nossos avoengos, encontrando-se disponível para aquisição no Núcleo Museológico (telemóvel: 917235321; email: grupo.boanova@gmail.com), à Rua das Murteiras, n.º 25 B, freguesia de Santa Maria Maior, ou na Livraria Esperança, à Rua dos Ferreiros, n.º 156, ambos no Funchal.

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publicado às 17:04


Há mais Porto Santo para descobrir!

por Agricultando, em 26.05.19

Este texto foi publicado no dia 26 de Maio de 2019, no Diário de Notícias.

Para quem não é do Porto Santo, só daquela Ilha praticamente se lembra quando o Verão está próximo e isso é facilmente constatável pela elevada afluência de visitantes nos meses de Julho, Agosto e Setembro. Porém, a Ilha Dourada tem muito mais para oferecer durante o ano. A iniciativa "Porto Santo Fest 2019 – Da terra com sabor" organizada pela Direcção Regional para a Administração Pública do Porto Santo (DRAPS), em parceria com a Associação Cultural e Recreativa do Porto Santo, a Associação de Produtores da Ilha do Porto Santo (APIPS) e Acção e Integração para o Desenvolvimento Global (AIDGLOBAL), que se iniciou a 25 de Abril e termina a 1 de Junho, tem como propósito incentivar a produção e o consumo locais de Janeiro a Dezembro. Na sequência de um honroso convite por parte da DRAPS e do seu Director Regional, Dr. Jocelino Velosa, tive a oportunidade de participar na sessão de abertura e na tertúlia "Valorizar o que é nosso!" como orador juntamente com outros intervenientes das áreas da produção agrícola, Prof. José Diogo, dos operadores turísticos, Nuno Silva e da restauração, Prof.ª Rafaela Melim, proprietária do Restaurante Torres e Rafaela Nunes, Chefe de Cozinha. Naquele final de tarde, foi opinião unânime que os produtos agrícolas do Porto Santo são muito importantes para a confecção dos pratos nos restaurantes, por terem um sabor diferente de outros produtos provenientes da Madeira e de outras paragens. Que é fundamental explicar sobretudo ao visitante estrangeiro em duas ou três frases as iguarias típicas, pois quase sempre ele irá escolhê-las para saborear algo que é da terra, que é diferente. A escarpiada é disso exemplo, um pão achatado feito à base de farinha de milho que se come com chicharros fritos, gaiado seco ou salada de serralha, e que tradicionalmente é grande, está a ser usado no Restaurante Torres num tamanho mais reduzido para ser servido como uma entrada e tem tido uma excelente aceitação. O voltar a introduzir leguminosas pouco exigentes em necessidades de água e outrora cultivadas naquela Ilha, como o chícharo e a lentilha, são relevantes, não só para uma diversificação gastronómica, mas igualmente paisagística, pois os campos estarão cuidados e apresentarão diferentes tonalidades no decorrer do ciclo produtivo. Além da utilização dos hortofrutícolas em fresco foi sublinhada a importância da transformação de restos de culturas como as cascas das semilhas e as grainhas da uva que podem ser aproveitadas para a elaboração de um petisco e de uma farinha, respectivamente. Em suma, tirar partido da riqueza de sabores e da composição química dos produtos agrícolas do Porto Santo ricos em cálcio, estrôncio e magnésio, com a indispensável divulgação permanente e proporcionar aos residentes e turistas momentos gastronómicos inesquecíveis e de bem-estar.

Após a sessão de abertura do "Porto Santo Fest 2019 – Da terra com sabor" foi dado destaque ao papel das abelhas em três iniciativas: na tertúlia "Proteger as abelhas – Direitos, ambiente e desenvolvimento" com os contributos do Engenheiro Francisco Faria da Direcção Regional de Agricultura, do apicultor porto-santense Henrique Rodrigues e do Engenheiro Nuno Mira da AIDGLOBAL, que teve lugar no passado dia 27 de Abril na sala de conferências da Assembleia Municipal do Porto Santo, na actividade "Abelhas: vilã ou heroína?" dirigida às escolas e o concurso "Sabores com mel do Porto Santo" aberto aos interessados que queiram preparar um prato doce ou salgado com mel da Ilha Dourada, que se realiza no dia 1 de Junho, no Campo Experimental do Farrobo. E porque é preciso que os solos tenham matéria orgânica para obtermos boas produções aconteceu no dia 4 deste mês, no Parque Florestal dos Salões, uma acção de demonstração sobre "Compostagem: dar valor à terra" que possibilitou a que cada um dos participantes no final pudesse levar para casa um compostor oferecido pela Águas e Resíduos da Madeira, pondo assim em prática a compostagem. A tertúlia "Sabores da Terra: do Local ao Global", no Restaurante Torres que se realizou no dia 11 do presente mês, contou com as intervenções do Dr. Roberto Santa Clara (Associação de Promoção da Madeira), da Dra. Bárbara Spínola (Secretaria Regional do Turismo e Cultura), de Alcides Nóbrega (Confraria Enogastronómica da Madeira) e da Dra. Sofia Lopes (AIDGLOBAL). A necessidade de divulgar e promover a gastronomia tradicional assente nos produtos locais foi consensual, tendo-se decidido a criação de um guia gastronómico a ser encetado pela DRAPS e pelo Município do Porto Santo com a colaboração da APIPS e do sector da restauração, onde o produto agrícola da Ilha será valorizado. Ontem, na Quinta da Tamargueira houve mais uma tertúlia sobre "Alternativas – Opções locais para uma transformação global", onde os participantes foram desafiados a decorar um saco de pano como incentivo a substituir este tipo de saco pelos de plástico. Nos dias 31 de Maio e 1 de Junho, no Campo Experimental do Farrobo haverá os "Sabores da Terra", constituídos por uma mostra gastronómica, pela venda de produtos locais, por animação e o concurso já mencionado. No último dia e por ser o Dia da Criança, pelas 16h00, os miúdos a partir dos 6 anos serão convidados a cozinhar com o Chefe de Cozinha Manuel Santos numa demonstração culinária, porque "é de pequenino que se torce o pepino", ou como quem diz, é de tenra idade que adquirimos valores e conhecimentos que nos serão úteis ao longo da vida.

Uma palavra de apreço às entidades que em boa hora organizaram o "Porto Santo Fest 2019 – Da terra com sabor" pois é uma iniciativa que merece a nossa atenção, seja da parte dos porto-santenses, seja daqueles que visitam a Ilha do Porto Santo.

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publicado às 16:18


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