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Cuidar do que é nosso, criando riqueza

por Agricultando, em 30.04.17

Este texto foi publicado no dia 30 de Abril de 2017, no Diário de Notícias.

A 70.ª Assembleia Geral das Nações Unidas escolheu 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento (AITSD). Com esta iniciativa, pretende-se despertar os decisores públicos, privados e os cidadãos do importante contributo que o turismo sustentável tem para o desenvolvimento de uma região ou de um país. Por outro lado, há que mobilizar as partes interessadas ("stakeholders") para trabalharem em conjunto, fazendo com que o turismo seja um catalisador positivo de mudança. O AITSD promoverá o papel do turismo de acordo com as seguintes cinco áreas-chave: o crescimento económico inclusivo e sustentável; a inclusão social, o emprego e a redução da pobreza; a eficiência no uso dos recursos, a protecção ambiental e as alterações climáticas; os valores culturais, a diversidade e o património; a compreensão mútua, a paz e a segurança. A Organização Mundial do Turismo, a agência especializada das Nações Unidas para o Turismo foi incumbida de organizar e implementar o AITSD em colaboração com os governos, organismos relevantes da estrutura das Nações Unidas, organizações internacionais e regionais, e outras partes interessadas importantes. Atendendo ao peso económico que o turismo tem para a Madeira, deveremos reflectir sobre que tipo de turismo no futuro é que irá ao encontro da sua sustentabilidade e do desenvolvimento da Região.

Pelo sector que me é o mais próximo em termos profissionais, apesar da sua especificidade no que respeita à pequena dimensão e à dispersão geográfica das parcelas, a Agricultura madeirense desempenha uma função pluridisciplinar no turismo. Se analisarmos a relação da agricultura com o turismo na perspectiva das cinco áreas-chave atrás mencionadas, constatamos que a Agricultura ajuda no crescimento económico inclusivo e sustentável, na inclusão social, cria emprego e reduz a pobreza. Além disso, comparticipa eficazmente no uso dos recursos e na defesa do ambiente, apresentando ao residente e ao forasteiro uma identidade única através da paisagem, quer no aspecto da biodiversidade agrícola, quer no património edificado expresso nos poios [regionalismo para socalcos], nas levadas e nos palheiros. Mesmo na perspectiva da segurança podemos afirmar que os terrenos agricultados têm um risco reduzido de incidência de incêndios ou de deslizamento de terras, e de proliferação de pragas como os ratos, quando comparado com as áreas incultas. É consensual considerar-se que o Turismo é o "motor" da economia madeirense, mas não podemos esquecer que a Agricultura é uma das "rodas" que fazem a "máquina" andar (leia-se prosperar), pois o visitante ao olhar com admiração para a paisagem encontra os poios cultivados, e ao apreciar uma refeição confeccionada com os produtos da terra locais num restaurante ou no hotel, certamente está a tornar a Madeira e o Porto Santo, lugares mais sustentáveis e desenvolvidos.

Numa frase, é preciso consumir o que é regional em detrimento do que vem de fora, pois ao fazê-lo, estamos a cuidar do que é nosso, criando riqueza na agricultura e igualmente na actividade turística. Porque se nós não o fizermos, ninguém o fará por nós!

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publicado às 16:44



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