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Uma década de Agricultando!

por Agricultando, em 09.09.17

São 10 anos de "Agricultando". Foi a 9 de Setembro de 2007 que surgiu esta rubrica de opinião sobre Agricultura madeirense na revista do Diário de Notícias da Madeira.

"Pêro da Ponta do Pargo em festa" foi o título do primeiro artigo de um conjunto de 150 textos publicados até à presente data (71 textos da 1.ª série - 9.9.2007 a 13.6.2010, 72 textos da 2.ª série - 30.1.2011 a 29.1.2017 mais 7 textos da 3.ª série iniciada a 26.2.2017, e que se encontra em curso). A esta centena e meia de escritos há que acrescentar dois artigos-resumo das 1.ª e 2.ª séries que foram publicados no Diário de Notícias da Madeira a 13.6.2010 e 29.1.2017, respectivamente.

Captura de ecrã 2015-09-9, às 22.06.57.png 

Depois, seguiu-se a publicação dos 71 textos da 1.ª série em livro a 21 de Março de 2011 e a versão inglesa a 16 de Dezembro de 2013.

Passada que está uma década nunca pensei estar ainda a escrever. A satisfação de saber que o Agricultando é lido por muitos leitores no Diário de Notícias da Madeira, aqui no blogue e na página de facebook, faz-me continuar a fazer aquilo que mais gosto: escrever sobre o que de bom a Madeira e o Porto Santo têm a nível agrícola e gastronómico.

Com o vosso interesse e apoio, é para continuar!

Obrigado!

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publicado às 10:40


Contribuir para a literacia alimentar

por Agricultando, em 27.08.17

Este texto foi publicado no dia 27 de Agosto de 2017, no Diário de Notícias.

A Direcção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), organismo que pertence ao Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, tem por missão a definição, execução e avaliação das políticas de segurança alimentar, de protecção animal e de sanidade animal, de protecção vegetal e fitossanidade, detendo ainda as funções de Autoridade Sanitária Veterinária e Fitossanitária Nacional e de Autoridade responsável pela gestão do Sistema de Segurança Alimentar. Tendo presente esta última e importante atribuição, a DGAV lançou no dia 14 de Junho de 2017, na Feira Nacional de Agricultura, em Santarém, o livro "À mesa: 100 mitos" com uma tiragem de 400 exemplares e que pode ser também descarregado gratuitamente através do endereço http://www.dgv.min-agricultura.pt/portal/page/portal/DGV/noticia/?detalhe_noticia=23253933 

dgav_a_mesa_100_mitos_DR.jpg

Direitos Reservados

Na nota introdutória assinada pelo Director-Geral, Professor Doutor Fernando Bernardo, a edição desta obra de 55 páginas que contou com a colaboração de diversas entidades, é justificada na medida do crescimento de conhecimentos da cultura gastronómica e do surgimento de “crenças e formadas convicções” que na maioria das vezes, não têm base científica, técnica ou legal. Independentemente das iguarias que são confeccionadas e comercializadas, há que cumprir a legislação e as regras de higiene e segurança alimentar. Até porque o consumidor é protegido pelas políticas alimentares europeias, mas não as conhece. Dividido em dois grandes capítulos, "Empresas do Sector Alimentar" e "Consumidor", recorreu-se a uma centena de questões escolhidas ao acaso, que por serem comuns, precisavam de respostas esclarecidas e fundamentadas, contribuindo assim para a literacia alimentar.

Na 25.ª pergunta onde se questiona se “é permitido vender hortofrutícolas, provenientes de horta caseira, ao consumidor final ou a um restaurante”, a resposta é afirmativa, desde que o agricultor seja detentor de um número de operador hortofrutícola que é atribuído pela Direcção Regional de Agricultura, e se sujeite às boas práticas em produção primária, mormente a aplicação de pesticidas de uso agrícola, suas regras de segurança e respeito pelos intervalos de segurança. Se for uma horta biológica, tem de cumprir com as regras de higiene como a lavagem de restos de terra e de estrume. Na questão número 42 se “é proibido o uso de colheres de pau nas cozinhas”, desmistifica-se esta prática habitual, elucidando-se que aqueles utensílios foram e são tradicionalmente utilizados em todo o tipo de cozinhas, quer a doméstica, quer a da restauração, não havendo legislação nacional ou comunitária que o impeça, desde que se encontrem em adequado estado de conservação, sendo por isso necessário uma verificação periódica. Na 87.ª interrogação, se “é permitido usar o nome da região, onde o género alimentício tem origem, como denominação desse mesmo alimento (ex.: Queijo Serra da Estrela)”, responde-se que sim, para os produtos agrícolas ou géneros alimentícios que ostentem as designações Denominação de Origem Protegida (DOP) ou Indicação Geográfica Protegida (IGP) e obedeçam a cadernos de especificações que tenham sido aprovados oficialmente. É o caso da ‘Anona da Madeira’ que tem a certificação DOP. A última pergunta indaga “se é permitido usar a designação de "leite de soja", "leite de aveia", "leite de arroz", "leite de amêndoa" ”, ao que se fica a saber que não, que apenas a palavra leite “é exclusivamente reservada ao produto da secreção mamária normal das vacas, proveniente de uma ou mais ordenhas, sem qualquer adição ou extracção”. Para os géneros alimentícios constantes na questão, e por tratarem-se de bebidas de origem vegetal, usa-se a menção “bebida de …”.

Se é agricultor, industrial agro-alimentar, distribuidor agro-alimentar, empresário de restauração, transportador de produtos agrícolas e géneros alimentícios, vendedor ambulante, consumidor, esta publicação foi feita a pensar em si. Consulte e fique mais informado com "À mesa: 100 mitos"!

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publicado às 16:19


Desfrutar um pouco mais do Porto Santo

por Agricultando, em 30.07.17

Este texto foi publicado no dia 30 de Julho de 2017, no Diário de Notícias.

Ao longo do tempo tenho defendido o consumo dos produtos agrícolas locais como forma de preservar a paisagem agrícola ou a paisagem cultural, pois os terrenos cultivados só existem, se houver quem adquira e valorize aquilo que a terra dá. Se para a Madeira isso é relevante, para o Porto Santo ainda o é mais, dada a sua exiguidade territorial. Apesar disso, é consensual que os hortofrutícolas produzidos na Ilha Dourada têm outro sabor devido às condições climatéricas e de solo, e ao saber-fazer do Agricultor. Por outro lado, as produções são diminutas e dispersas, o que dificulta a sua comercialização. Ora, uma forma de ultrapassar essa limitação é ter por exemplo um estabelecimento comercial, que ofereça algo autêntico, da Ilha, quer em fresco, quer através de derivados. O Bar 3 V’s de Fátima e José Diogo localizado no centro da Vila Baleira e próximo da Igreja matriz é um espaço que abrange a produção agrícola, a transformação artesanal e a consequente venda. Reza a história que em Agosto de 1950, quando José Góis Mendonça mudou-se para aquele lugar, deixando um outro à entrada do cais, onde agora está o Padrão dos Descobrimentos (também conhecido como "Pau de Sabão"), era muito procurado na hora da missa pelos homens que ali iam beber vinhos de excelência. O padre ao aperceber-se desta situação e numa das suas fastidiosas homilias lá disse que “aqueles desgraçados, em vez de ficarem aqui, vão para aquele Inferno”. E assim a taberna ficou conhecida como "Inferno". Na década de 80 do século passado, José Diogo, Professor de Educação Tecnológica do 3.º Ciclo actualmente aposentado quis dar continuidade ao negócio da família, procedendo à ampliação e à introdução de bebidas como a original sangria com Vinho do Porto Santo. No Verão de 2011, com a ajuda da sua esposa que também é Docente de Educação Tecnológica, remodela o bar e atribui o nome de 3 V’s, que significa Vinho, Vinha e Volta, porque ao tomar um copo de vinho do Porto Santo acompanhado de petiscos com familiares ou amigos num ambiente acolhedor, vai querer certamente regressar!

O casal Diogo, ele natural da freguesia do Faial a residir no Porto Santo há quase 40 anos e ela nascida em Angola, têm a Ilha Dourada nos seus corações, por ser parte importante das suas vidas, e o Bar 3 V’s tornou-se uma forte razão para manter essa ligação ainda mais próxima. Na época devida pode apreciar as uvas branca e moscatel. Nos vinhos, pode escolher entre os de mesa, branco, tinto e moscatel, e os generosos como os moscatéis de 10 anos, seco, meio seco e doce ou o meio doce tradicional de 30 anos. Nos transformados, as compotas de uva, de uva e vinho do Porto Santo, de abóbora e laranja, de figo, de maracujá e tabaibo. Nas geleias, a de figo, a de tabaibo, com destaque para a de vinho do Porto Santo com aroma e sabor distintos, e ainda os figos em calda. Como ingrediente diferente faz-se a farinha de grainha da uva, que é utilizada na confecção de um delicioso pão que acompanha os petiscos e em broas, bem como em sabonetes com essências naturais e vinho do Porto Santo, dadas as suas propriedades cosméticas. E para os apreciadores de temperos picantes, têm à sua disposição o "gindungo" composto por pimentas, que é intenso e aromático e está pronto a usar. Nos petiscos, o atum salpresado, o gaiado em mar de azeite, o polvo de escabeche, as moelas em molho de tomate e especiarias, a carne de vinho e alhos, os queijos, os enchidos, as ameijoas, o mexilhão, o camarão são cozinhados pelos proprietários à moda da casa. E uma vez que nesta casa os produtos agrícolas são de produção própria, é possível visitar as vinhas numa área de um hectare, onde se cultiva uvas de mesa para consumo em fresco e para a elaboração de doces e geleias, e uvas para a produção de vinho com as castas ‘Caracol’ e ‘Moscatel’, bem como a adega, desde que se agende previamente.

Ao Bar 3 V’s vêm os locais, os regionais, os nacionais e os estrangeiros, na época de Verão, de Junho a finais de Setembro, das 10 horas da manhã até às 2 horas da madrugada. Porque a genuinidade é querida por aqueles que independentemente da sua origem, apreciam o que é diverso, o que é bom! Se é o seu caso, e está ou vai ao Porto Santo, não hesite, visite o 3 V’s!

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publicado às 16:28

Este texto foi publicado no dia 25 de Junho de 2017, no Diário de Notícias.

A "Série Retrospectiva das Estatísticas da Agricultura e Pesca da Região Autónoma da Madeira (1976-2016)" da Direcção Regional de Estatística da Madeira foi disponibilizada na passada segunda-feira na página de internet daquele organismo público. Lá estão dados sobre as áreas e produções das principais culturas e a sua evolução nos últimos 41 anos. Neste "Agricultando" e sem querer ser exaustivo, deixando propositadamente de fora números e percentagens, constata-se que entre 2015 e 2016, nos cultivos temporários, houve aumento de produção de alface, cana-de-açúcar e feijão-verde. Na semilha [regionalismo para batata], batata doce, cebola, cenoura, milho para maçaroca e tomate registaram-se diminuições das quantidades produzidas, mantendo-se os quantitativos do inhame e do nabo. No que se refere às culturas permanentes e para o mesmo período dos dois anos mais recentes, apenas a banana teve evolução positiva, sendo que as produções de abacate, anona, castanha, cereja, limão, pêro para sidra e uva baixaram, com a maçã a atingir igual valor. As causas para o melhor ou pior desempenho anual das culturas agrícolas locais devem-se a vários factores. As condições climatéricas, a incidência de pragas e doenças, o preço pago ao produtor, a importação massiva de produtos homólogos (alguns até de qualidade inferior) a preços de venda inferiores aos de origem regional, entre outros, condicionam as áreas e produções agrícolas.

Num território pequeno como é o nosso e tendo em conta que o turismo origina o aumento de uma população "flutuante" anual na ordem das centenas de milhares, com a obtenção sucessiva de recordes de turistas e de receitas nos últimos tempos, seria oportuno saber até que ponto é que os visitantes podem ajudar para que haja aumentos das áreas e produções agrícolas, consequente consumo e o respectivo escoamento comercial. Já aqui o disse noutras ocasiões que a paisagem agrícola madeirense única e bela só existe se houver procura pelos nossos produtos. E o sector da hotelaria e restauração que tanto beneficia dessa paisagem cultural, deveria retribuir, adquirindo os hortofrutícolas de proveniência local e orgulhando-se junto do seu hóspede ou cliente, que a refeição que está a desfrutar resulta maioritariamente de produtos da Região. Os hotéis e restaurantes que têm a preocupação diária de comprar os produtos da terra regionais deveriam ser distinguidos e devidamente identificados, um pouco à semelhança daquilo que se faz na área ambiental e que é promovido pelo Governo Regional. Porque a agricultura contribui para o bom ambiente que o forasteiro procura, quer com os olhos, quer com a barriga.

Para que tal desiderato se concretizasse, a criação de um distintivo turístico de qualidade agrícola que poderia ter a designação de "Estabelecimento Amigo da Agricultura madeirense" assente numa portaria conjunta entre a Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura e a Secretaria Regional de Agricultura e Pescas, que avaliasse as vertentes agrícola e social, a gestão dos produtos agrícolas e derivados ao longo do ano, os serviços e a formação, seria desejável. Não tenho dúvidas que a médio e longo prazos, criar-se-ia mais riqueza na agricultura e a quem nela trabalha, fixando populações no meio rural, elevando a oferta gastronómica da hotelaria e restauração, para satisfação do turista!

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publicado às 15:34

Este texto foi publicado no dia 28 de Maio de 2017, no Diário de Notícias.

No passado dia 29 de Abril realizou-se no âmbito da XVI Exposição Regional do Limão na freguesia da Ilha, concelho de Santana, uma conferência cujo tema foi a "Agricultura de precisão: uma nova fase do sector" proferida pelo Professor Doutor Ricardo Braga do Departamento de Ciências e Engenharia de Biossistemas do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa, que se tem dedicado nos últimos 17 anos a esta forma de fazer agricultura. Mas, o que é a agricultura de precisão? É o tipo de agricultura que procura optimizar os recursos e os factores de produção no espaço e tempo com recurso a Tecnologias de Informação, Comunicação e Electrónica (também conhecidas pela abreviatura TICE) com o objectivo de maximizar o retorno económico de uma maneira sustentável.

Agricultor_Frances_sec_XXI_jean_marc_cote_1900_DR.

No início da apresentação, este docente e investigador mostrou uma imagem do artista visionário francês Jean-Marc Côté que em 1900 desenhou uma série de interessantes gravuras do que seriam as diversas actividades económicas no ano 2000. A figura intitulada "um agricultor muito ocupado" que complementa este "Agricultando" é da autoria daquele ilustrador, onde se vê um agricultor confortavelmente sentado a manobrar uma alavanca e uma série de botões para operar as diversas alfaias agrícolas no campo. É claro que em 2017, a agricultura por mais que se tenha tornado mecanizada e automatizada, o Homem precisa de estar no terreno e de mangas arregaçadas. Porém, não deixa de ser curiosa aquela ilustração que representa uma interpretação artística do que poderia ser a agricultura cem anos depois do seu tempo. Se na segunda metade do século passado, a preocupação era uma produção agrícola em quantidade para satisfazer as necessidades da humanidade, no presente, essa produção deve ter qualidade sem comprometer o ambiente e com redução de custos.

A agricultura de precisão é sinérgica em relação à agricultura biológica e à agricultura de conservação, isto é, em conjunto, os resultados são superiores se estas existissem em separado. A medição da variabilidade, a análise de dados e posterior decisão, e a carta de prescrição são os principais passos da agricultura de precisão. Nesta conferência, foram dados vários exemplos. O uso de sensores no solo para medir a quantidade de água e saber se esta está disponível de igual modo no solo. Uma tomada universal utilizada em tractores denominada "Isobus" que serve para transmitir dados entre o computador, a máquina e a alfaia agrícola. A fertilização localizada quase planta a planta em função de cartas de produtividade obtidas através de drones e de imagens de satélite, porque ao contrário do modelo convencional que é generalista, num terreno, a sua fertilidade não é igual. A condução de tractores por GPS sem condutor, permitindo ao operador observar se a alfaia agrícola está a funcionar devidamente ou mesmo um tractor autónomo sem cabine. Uma aplicação informática que "dá" instruções para que se aplique herbicida só nas infestantes, poupando assim o pesticida de uso agrícola e reduzindo o seu impacto ambiental. É claro que tudo isto só é possível com o registo de dados relativos à exploração agrícola, quer manualmente, quer electronicamente. Por outras palavras, os programas e aplicações informáticas ligadas aos equipamentos só funcionam, se o Homem introduzir esses dados. Sobre a obtenção de informação, o Professor Doutor Ricardo Braga divulgou os serviços prestados pelo satélite europeu Sentinel da Agência Espacial Europeia que disponibiliza gratuitamente informações gerais, por meio da plataforma "Sentinel playground", sendo que para dados mais específicos de uma determinada superfície, é necessário recorrer a empresas prestadoras de serviços que recolhem as informações pretendidas com recurso a drones. O orador da conferência desmistificou que a agricultura de precisão é cara, que só compensa para quem tem grandes áreas, que só pode ser usada para culturas agrícolas com grande retorno económico, que é apenas tecnologia, GPS e drones, e alfaias topo de gama. Adiantou que há uma sonda de água que custa 1.500 euros e que dá uma informação precisa da quantidade de água numa determinada parcela, mas existe um bolbo "watermark" que custa cerca de 20 euros e que fornece informação suficiente para um agricultor de pequena dimensão. Como obstáculos ao avanço da agricultura de precisão, o conferencista enunciou a falta de formação e de conhecimento entre os técnicos e estudantes do ensino superior, bem como a falta de apoio ao investimento nesta vertente para os empresários agrícolas.

Por último, quando confrontado no debate, como é que a agricultura de precisão poderia ser aplicada na Madeira, o Professor Doutor Ricardo Braga respondeu que através da detecção remota por drones, do mapeamento e de programas informáticos de processamento de imagem com resolução espacial de um centímetro, numa visão de cima para baixo, completada com o uso de sensores de água e de condutividade eléctrica do solo para a indispensável visão de baixo para cima, estaria ao alcance do agricultor que quisesse recorrer ao serviço prestado por uma empresa da especialidade com ganhos a médio e longo prazo.

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publicado às 16:35


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