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O maracujá

por Agricultando, em 31.08.08

Este texto foi publicado no dia 31 de Agosto de 2008, na revista "Mais" do Diário de Notícias. Originário da América do Sul e Central, o maracujá é cultivado em todo o mundo, nomeadamente, Ásia, Austrália, África do Sul e na Europa, em algumas zonas do litoral mediterrânico. As variedades mais cultivadas são os maracujás roxo e amarelo (ou brasileiro, como é conhecido entre nós). O primeiro é bastante aromático, doce e ligeiramente ácido, enquanto que o segundo, é menos aromático, menos doce e mais ácido. A planta designa-se maracujazeiro ou "maracujaleiro" e trata-se de uma trepadeira de crescimento rápido, que carece de um suporte. Esse apoio pode ser criado pelo homem (muros, latadas ou espaldeira em cruz), ou então, o maracujazeiro sustenta-se noutra planta lenhosa, como uma árvore de fruto ou a vinha, podendo comprometer as mesmas, devido ao seu desenvolvimento vegetativo. É conhecido na Região desde data remota, não se conhecendo referências documentadas sobre a sua data de introdução. Pelo livro "Fomento da Fruticultura na Madeira" (1947) do Professor Engenheiro Joaquim Vieira Natividade, sabe-se que até finais da década de 30 do século passado, os maracujás madeirenses eram exportados para Londres, Inglaterra. Após a II Guerra Mundial e segundo o relatório final de curso do Engenheiro Agrónomo Leandro Aguiar Câmara, "Fruticultura Subtropical na Ilha da Madeira" de 1955, deu-se início em 1949 à exportação de sumo de maracujá. Hoje, o "maracujaleiro" está em toda a Região Autónoma da Madeira, em especial, nos concelhos de Machico, Santa Cruz, Ribeira Brava, Ponta do Sol e Calheta, na costa sul e no concelho de Santana, na costa norte. Há maracujás ao longo do ano, consoante a altitude, a localização geográfica e as condições climatéricas locais, considerando-se o verão, o "pico" de produção. Os frutos das explorações de maior área são destinados essencialmente, para a indústria de concentrados, licores e pastelaria e, os maracujás dos pés dispersos, são comercializados para o consumo em fresco. Existe outra espécie comestível, o maracujá banana, que vegeta espontaneamente na encosta norte, sendo tomada como planta invasora. As doenças mais comuns são a antracnose e fungos que atacam o colo e a raíz da planta e, as pragas mais frequentes são os afídeos, as cochonilhas, os ácaros, a mosca da fruta, as lagartixas e os ratos. Porém, a doença mais significativa é a do vírus lenhificante do maracujazeiro que, surgiu no início dos anos 80 do século XX e dizimou grande parte desta cultura na Madeira. Em 1992, a Direcção Regional de Agricultura através da Divisão de Fruticultura, na pessoa do Engenheiro Agrónomo Rui Nunes levou a cabo um programa de melhoramento genético do maracujaleiro, obtendo-se plantas resistentes ou tolerantes a esta doença. Estas são vendidas pelo referido departamento de há uns anos a esta parte, com a designação "Perry Vidal".

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publicado às 20:03


2 comentários

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De Jorge a 15.05.2011 às 19:11

Queria saber se e possível ter uma produção de maracujá rentável na maloeira, os terrenos encontram se entre os 550m e os 700 metros de altitude, tenho a possibilidade de cultivar cerca de meio hectare. sei que ha um determinado tipo de maracujá para diferentes altitudes e temperatura,
pesquisei em vários blogs
fiquei a saber também que o mais produtivo e o maracujá amarelo que produz em media 25 toneladas por hectare e o roxo produz apenas de 15000 por hectare, pareceram-me valores absurdos.
Acho que serias a pessoa ideal para esclarecer as minhas duvidas, e que com estes trabalhos quase inexistentes só tenho duas opções, a agricultura ou a emigração
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De João Franco a 17.09.2012 às 15:55

Olá!

Tenho uma vasta colecção de maracujás. Podem consultar o meu blogue em:

http://my-passiflora.blogspot.pt/

Estou disponível para esclarecer qualquer dúvida.

João Franco

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