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O milho

por Agricultando, em 23.06.08

Este texto foi publicado no dia 22 de Junho de 2008, na revista "Mais" do Diário de Notícias. Associada à gastronomia madeirense, a maçaroca "tenra", cozida ou assada, é muito apreciada, neste mês de Junho, mês dos Santos Populares, onde se consome a mesma na noite de São João, com o feijão maduro, a semilha, a batata doce e o atum salpresado. A maçaroca "madura" é seca ao ar livre durante alguns dias, podendo os seus grãos ser armazenados para sementeiras ou transformados em farinha, para a confecção de milho cozido ou milho frito. Na alimentação animal, recorre-se ao milho forrageiro, utilizando-se os grãos inteiros ou estraçoados para os suínos e as aves, bem como as folhas, os caules e as inflorescências deste cereal para o gado bovino. Tradicionalmente, a cultura usada para obter milho em grão é também aproveitada como forrageira, uma vez que o agricultor faz algumas desfolhas durante o ciclo produtivo e depois da colheita das maçarocas, toda a planta destina-se à alimentação do gado. Oriundo da América Central, mais propriamente do México, o milho é mencionado no "Elucidário Madeirense" como uma “cultura antiga na Madeira, mas foi em 1847 que Laureano da Câmara Falcão, (…) a desenvolveu nas freguesias de Santana e S. Jorge, mandando vir para este fim do arquipélago dos Açores alguns agricultores que ensinaram aqui os processos de cultura adoptados naquele arquipélago.” Actualmente, é cultivado por toda a Madeira, destacando-se os concelhos de Santana e o do Porto Moniz, na produção de milho em grão e na produção de milho forrageiro, respectivamente. Na Região, o milho para grão, que dá origem às maçarocas "tenras" e "maduras", é consociado com feijão, semilha ou batata doce. A sementeira decorre de Março a Maio e a colheita ocorre habitualmente no verão. A apanha da maçaroca para cozer ou assar, é realizada antes desta atingir a plena maturação, quando o grão encontra-se entre as fases de grão leitoso para grão ceroso. As principais variedades regionais de milho são o "Amarelo" que predomina na costa sul da ilha e o "Branco", comum nas freguesias do norte, entre outras como o "Da terra" e o "Doce". Apresentam excelentes produções e resistência a pragas e doenças, estando adaptadas às nossas condições climatéricas. Como curiosidade, acrescente-se que, antigamente, aproveitava-se as "camisas" (brácteas, espécie de folhas) que envolvem as maçarocas, depois de estarem secas, para o enchimento de colchões, sendo que, ainda são empregues na feitura de objectos artesanais.

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