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O Germobanco Agrícola da Madeira

por Agricultando, em 16.05.10

Este texto foi publicado no dia 16 de Maio de 2010, na revista "Mais" do Diário de Notícias. No ano em que se comemora o Ano Internacional da Biodiversidade, é oportuno divulgar o Germobanco Agrícola da Madeira criado pela Associação de Agricultores da Madeira em parceria com a Universidade da Madeira. Este projecto surge na sequência do Germobanco Agrícola da Macaronésia, que foi constituído por diversas entidades açorianas, canarianas e pelas congéneres madeirenses atrás mencionadas, que se orientaram pelos objectivos de realizarem a inventariação e caracterização de espécies autóctones, endémicas e adaptadas dos três Arquipélagos. Assim, um Germobanco Agrícola é um "local", onde se guardam as sementes e plantas de interesse agrícola. No decorrer dos tempos, graças ao saber-fazer do nosso Agricultor, foi possível seleccionar as sementes de diversas culturas agrícolas, que apesar de introduzidas, adaptaram-se às condições climáticas e de solo, adquirindo características diferentes das iniciais. Este aspecto associado às actividades de recuperação, conservação, caracterização e aperfeiçoamento no âmbito do Germobanco, reforçam sobremaneira a biodiversidade agrícola da Região. Actualmente, o Germobanco Agrícola da Madeira já fornece sementes de diversas variedades regionais de trigo a alguns agricultores dos concelhos de Santana e da Calheta (freguesias da Fajã da Ovelha e Ponta do Pargo), com o propósito da multiplicação, já que algumas delas estavam quase a desaparecer. Prevê-se que com a colheita, que se espera obter este ano, já seja possível produzir farinha de trigo regional e assim confeccionar o genuíno pão caseiro. A batata doce, a cebola, o feijão, a fava, a ervilha, o milho e as variedades regionais de pêros e maçãs, cereja, figo, entre outras fruteiras, são outras das culturas agrícolas que através de variedades seleccionadas pelo Germobanco, garantem um produto de qualidade superior ao que está a ser comercializado, podendo gerar melhor rendimento aos agricultores e proporcionar aromas e sabores inesquecíveis, para quem as saboreia. A gastronomia madeirense só será autêntica, se a mesma apostar na qualidade e frescura dos produtos agrícolas e derivados locais. Aliás, essa deve ser uma preocupação do sector hoteleiro e da restauração e de todos nós, como consumidores. Ao dar preferência pelo que é nosso, contribui para a manutenção e singularidade da nossa paisagem rural e para o pagamento ao Agricultor a preços justos, com efeitos multiplicadores na economia insular. Neste mundo globalizado e cada vez mais igual, é crucial que o destino turístico Madeira defenda a sua biodiversidade agrícola, consumindo verduras, frutas, flores e vinho de produção local. Ao fazê-lo, está a perpetuar uma parte significativa daquilo que a Região tem de mais precioso, a sua identidade cultural.

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