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A goiaba

por Agricultando, em 13.12.09

Este texto foi publicado no dia 13 de Dezembro de 2009, na revista "Mais" do Diário de Notícias. Este fruto é proveniente das Américas Central e do Sul, numa vasta região compreendida entre o México e o Peru, abrangendo uma parte extensa do Brasil. Segundo as obras "Fruticultura Tropical – Espécies com frutos comestíveis" e a "A Aventura das Plantas e os Descobrimentos Portugueses" do Professor Engenheiro José Mendes Ferrão, a goiabeira foi levada pelos portugueses para a Índia e tudo aponta que, os nossos antepassados introduziram-na também em África e no Oriente. Actualmente, está distribuída em todas as zonas tropicais e subtropicais do mundo, comportando-se muitas vezes, como subespontânea, dada a facilidade em propagar-se. Em Portugal, esta fruteira produz bem desde o Algarve até à Região de Lisboa, nos Açores e na Madeira. De acordo com o livro "Flora da Madeira – Plantas Vasculares Naturalizadas no Arquipélago da Madeira" do Engenheiro Rui Vieira, publicado como suplemento número oito do Boletim do Museu Municipal do Funchal, a goiaba já era conhecida pelos madeirenses no século XVIII. Este ilustre e saudoso Agrónomo, menciona que esta espécie veio provavelmente do Brasil, trazida por emigrantes da Madeira, pois estes acorreram àquela então colónia, a partir do século XVI. Tradicionalmente, é uma planta de jardim com dupla função, produtora de frutos e ornamental. Nas fases da floração e maturação de colheita, é muito atractiva, quer pela cor, quer pelo perfume esfuziante, respectivamente. Na Região, tem as melhores condições de cultivo na costa sul até aos 400 metros de altitude e na vertente norte até aos 100 metros de altitude. Apesar da diversidade varietal resultante da facilidade de propagação por semente, consideram-se duas variedades de goiaba, uma de casca esverdeada e polpa amarelo esverdeada e outra de casca amarelada e interior rosado a avermelhado, com formas esférica, oval ou piriforme e tamanhos diferentes. A nível fitossanitário, a mosca da fruta ou o "bicho" da fruta, os ácaros ou "aranhiços" e as cochonilhas ou "lapas", são as pragas mais importantes e a doença mais comum é a antracnose. A época de apanha decorre normalmente de Outubro a Dezembro, sendo por isso um fruto típico desta época e do Natal madeirense, onde é impossível resistir ao seu aroma muito agradável. Entre nós, além do consumo em fresco, a goiaba pode ser apreciada através de deliciosos derivados, como o "doce" (compota), sumo, gelado, pudim e até como licor. Este fruto é uma mais-valia para a gastronomia regional, pois além de ser exótico e muito apetecível, é desconhecido da maioria dos nossos turistas. Deve pois, ser incluído nas ementas dos nossos restaurantes e hotéis. Noutros países e com base na supracitada publicação "Fruticultura Tropical – Espécies com frutos comestíveis", os frutos são consumidos ao natural com sal ou açúcar, aproveitados pela indústria de conservas de fruta e utilizam-se as cascas e as folhas para fins de medicina caseira. A madeira desta espécie é excelente para o fabrico de caixas de ressonância de instrumentos musicais, a escultura e para trabalhos em talha.

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