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Das cinzas ao reverdecer

por Agricultando, em 28.08.16

Este texto foi publicado no dia 28 de Agosto de 2016, na revista "Mais" do Diário de Notícias.

Neste "Agricultando", é impossível não escrever sobre os trágicos incêndios que ocorreram essencialmente entre os dias 8 e 10 nos concelhos do Funchal, Calheta e Ponta do Sol. No início, a queimar áreas florestais e depois casas no centro do Funchal. É certo que as condições climatéricas foram propícias ao propagar do fogo, mas o desleixo de muitos anos seguidos aumentou o infortúnio de muitas famílias, já que terrenos contíguos às casas apresentavam muito mato, alimentando assim a força do lume. Numa primeira estimativa de áreas queimadas calcula-se que oito por cento da Madeira ardeu, sendo que no Funchal 22 por cento da sua superfície foi devastada pelas chamas. Naquilo que me é mais próximo em termos profissionais, a agricultura, também não foi poupada, com casos de perdas totais. Porém, é notório que muitos terrenos outrora agricultados, ao serem abandonados por motivos de envelhecimento dos proprietários, emigração, partilha de bens, entre outros, são autênticos barris de pólvora, pois neles instalam-se espécies como a acácia, a canavieira, o silvado e demais arbustos e ervas infestantes que por falta de limpeza atingem alturas proibitivas, sendo "alvos" fáceis para a disseminação de incêndios. Já um terreno cultivado e cuidado, onde são realizadas mondas periódicas das ervas daninhas e eliminação de outras espécies invasoras, o risco de incêndio é consideravelmente menor. Por outras palavras, é de ordenamento agrícola que aqui se fala.

Ao longo destes dias, tem sido realçado por diversas entidades e personalidades de diversas áreas do conhecimento, que a prevenção é a melhor arma para nos precavermos no futuro de eventuais episódios conforme os deste mês, e que têm acontecido com maior frequência nos últimos tempos, à semelhança dos anos de 2010, 2012 e 2013. E que prevenção tem de ser feita de imediato? Desde o repovoamento florestal com espécies mais resistentes ao fogo como o de algumas endémicas (til, vinhático, loureiro, barbusano), o castanheiro, a nogueira que levam muitos anos a crescer, mas que há que (re)começar o quanto antes, pois quanto mais tarde, pior para os de agora e para os que hão de vir. O incentivo de terrenos não cultivados ao arrendamento agrícola, com benefícios fiscais para os proprietários que os disponibilizassem e comparticipação total do pagamento da renda por parte do Governo Regional nos primeiros dois a cinco anos, no caso de serem instaladas hortícolas ou frutícolas e vinha a título de período de carência, respectivamente. Com a garantia de que as terras seriam sempre dos legítimos donos, pois entre nós reina a desconfiança que alugar explorações agrícolas é "meio caminho andado" para perder-se a titularidade. Por último, outra maneira ao alcance de todos e que pode ser feita já, enquanto consumidores, é que ao comprarmos hortofrutícolas locais estamos a aumentar a área agrícola e a diminuir substancialmente os baldios, e consequentemente o risco de incêndio no Verão e de derrocada no Inverno, pois os poios [regionalismo para socalcos] cultivados serão em todo o tempo devidamente ordenados e cuidados, com vantagens para os que cá vivem e para os que nos visitam!

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publicado às 16:37

Uma sugestão agrícola para o Porto Santo

por Agricultando, em 31.07.16

Este texto foi publicado no dia 31 de Julho de 2016, na revista "Mais" do Diário de Notícias.

Estamos em pleno Verão e é caso para dizer que Verão sem Porto Santo não é Verão. É claro que a Ilha Dourada merece ser recordada todo o tempo não só pelo seu vasto areal e magnífico mar, mas também pelo que está em terra. É inquestionável que os hortofrutícolas locais têm um gostinho diferente dos demais e isso é perceptível por exemplo na cebola, no tomate, na cenoura, na batata doce, na melancia, no figo, na uva "Caracol", no tabaibo. Contudo, sabe-se que a falta de água de rega compromete uma eventual expansão. A intensidade e constância do vento e os solos de textura arenosa são outros factores limitantes da agricultura porto-santense. Há pois que contar com aquelas condicionantes para que se possa encontrar uma possível solução. E uma dessas soluções poderá passar por uma maior aposta por culturas que necessitem de pouca água, sejam relativamente resistentes ao vento e que se adaptem bem ao solo arenoso. Pela extensão de terrenos que existem no Porto Santo, o tabaibo que pode considerar-se acessório no presente, é certamente uma alternativa a ter em conta num futuro próximo. Além do fruto, aproveitam-se as "folhas" (que não são mais que os seus ramos) jovens e adultas, quer para a alimentação humana, quer para a alimentação animal, respectivamente. A transformação do tabaibo em compota, licor, sumo, batido e até na pastelaria, permitiria prolongar a sua sazonalidade tornando-se mais um excelente atractivo local com potencial de comercialização na Madeira. O que aqui sugiro não é inédito, pois no Alentejo e no Algarve nos últimos cinco anos o tabaibo ou figo da Índia como é conhecido no Continente tem-se desenvolvido com sucesso agro-comercial em fresco e através dos derivados.

O Bar/Restaurante João do Cabeço (telefone: 291982137; com página no facebook) localizado no Sítio do Cabeço, freguesia e concelho do Porto Santo abriu portas a 21 de Setembro de 1992. Porém, antes daquela data a história desta casa começa como um palheiro com vacas no início da década de 70 do século passado, que depois é convertida em adega, já que o seu proprietário, João dos Ramos Vasconcelos (ou como ficou mais conhecido, João do Cabeço) era igualmente viticultor e produzia vinho das castas "Listrão" e "Caracol". Actualmente, este espaço é gerido pela filha Magda Vasconcelos e pelo genro Gil Gaspar apesar de Maria Teresa Ferreira Câmara (viúva de João do Cabeço) ser a proprietária. Se no princípio eram as bebidas que predominavam, logo os clientes pediam algo para acompanhá-las e assim foi-se fazendo a casa que servia chouriço assado na brasa, um prego, um picadinho com molho da casa ou um aconchegante caldo verde. No presente, estas iguarias são muito procuradas juntamente com o guloso bolo do caco, as lapas grelhadas, a sopa de tomate e cebola, o bife da casa grelhado com bacon, ovo e ananás, a posta de espada, entre outras. Nos doces caseiros, o bolo de bolacha, o pudim de flan ou o "brownie" com gelado são os mais cobiçados. A fazer jus às suas origens agrícolas, de realçar que o João do Cabeço usa produtos agrícolas locais como o tomate, a cebola, a cenoura, a batata doce, a semilha [regionalismo para batata], a alface, pois o seu sabor distinto aliado ao saber-fazer dos cozinheiros faz com que se queira regressar sempre àquele lugar!

E porque hoje o meu filho Joaquim celebra o seu primeiro aniversário, quero dedicar-lhe este "Agricultando"!

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publicado às 16:24

Este texto foi publicado no dia 26 de Junho de 2016, na revista "Mais" do Diário de Notícias.

A aceitação das candidaturas das Ilhas Selvagens e das Levadas da Madeira a Património Mundial propostas pelo Governo Regional na Lista Indicativa de Portugal da Comissão Nacional da UNESCO, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura que ocorreu em finais de Maio, foi um importante passo com vista ao reconhecimento mundial. Relativamente às Levadas da Madeira, importa referir que estas estão intrinsecamente ligadas aos poios [regionalismo para socalcos], isto é, as levadas não existiriam sem os poios, e os poios não estariam agricultados e com o tão elogiado e estimado verde agrícola se as levadas não "levassem" a água até lá. Como cidadão atento ao que se passa na Agricultura da Região e se tal ainda fosse tecnicamente e politicamente exequível, muito gostaria que na candidatura das Levadas da Madeira a Património Mundial, os poios fossem igualmente parte integrante da mesma, denominando-se eventualmente de Levadas e Poios da Madeira. Porque os poios são um legado dos nossos antepassados que, com "engenho e arte", mas com grande sacrifício físico, perdendo por vezes as suas vidas, construíram uma insigne obra de engenharia civil de cariz popular e de enorme valor patrimonial, uma vez que não se utiliza argamassa e são pedras sobre pedras colocadas numa lógica de sustentação física duradoura, que suporta a terra arável. Este recurso que é sempre escasso, na Madeira ainda seria mais caso o Homem não tivesse erigido os poios. A reforçar esta minha opinião de defesa de uma candidatura das Levadas e Poios da Madeira a Património Mundial, cito Joaquim Vieira Natividade numa publicação de 1953 intitulada "Madeira – A Epopeia Rural" onde este distinto Agrónomo alcobacense realça o trabalho notável dos poios e afirma a dada altura: “(...) E o homem, o pigmeu, atacou a montanha. Durante séculos não cessou o trabalho rude da picareta e da alavanca, e à custa de vidas, de suor e sangue talharam-se na rocha as gigantescas escadarias, sem que o alcantilado das escarpas, a fundura dos despenhadeiros ou a vertigem dos abismos detivessem os passos do titã. Monumento este único no mundo, porque jamais em parte alguma, com tão grande amplitude, tanto esforço humano foi empregado na conquista da terra.” Aproveitemos esta oportunidade para que as gerações vindouras respeitem, valorizem e dêem continuidade ao que de mais extraordinário foi feito na Madeira desde o povoamento, as levadas e os poios!

O Restaurante Maré Alta (telefone: 291607126; com página no facebook) situado no Largo da Praça (mesmo em frente ao Mercado Municipal), freguesia e concelho de Machico começou a sua actividade em Abril de 2009. O nome desta casa é comum ao de uma peixaria do Mercado Municipal de Machico onde se cozinhava outrora o peixe que o cliente ali adquiria, e que entretanto essa parte da restauração passou para o actual espaço. O proprietário João Paulo Mendes Rodrigues faz questão de usar a maioria do peixe da costa vindo directamente da peixaria, pois a sua frescura é o ingrediente principal neste restaurante. Num possível repasto, como entrada uma dose de lapas grelhadas ou de gaiado seco tão característico daquele concelho. No prato principal, o peixe fresco do dia que pode ser o pargo, o bodião, a garoupa, o cherne, conforme a disponibilidade, um bife de atum ou um filete de espada acompanhados de batata cozida, batata doce e salada são boas escolhas. A fechar, um pudim de caramelo ou de maracujá para os que não resistem à gulodice.

À semelhança do fazer questão de ter peixe local, há uma predilecção pelos produtos agrícolas regionais como a semilha [regionalismo para batata], a batata doce, a cenoura, a cebola, a alface, o tomate, entre outras hortícolas, por serem mais frescos e conferirem aos pratos aquele gostinho especial!

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publicado às 17:27

Este texto foi publicado no dia 29 de Maio de 2016, na revista "Mais" do Diário de Notícias.

Dia-da-gastronomia-portuguesa.29.5.2016.DR.png

Numa louvável proposta que partiu da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas de Portugal (FPCG) liderada por Olga Cavaleiro, a Assembleia da República aprovou por unanimidade em Junho de 2015 que o último domingo de Maio seria instituído como o Dia Nacional da Gastronomia Portuguesa (DNGP). Assim, o dia 29 de Maio de 2016 fica para a história como o primeiro dia que se assinala aquela efeméride e a sua capital é a cidade de Aveiro. Esta iniciativa é uma acção conjunta da FPCG e da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), contando com o apoio do Turismo do Centro de Portugal, do Município de Aveiro e de várias entidades públicas e privadas, e que tem como objectivo principal enaltecer a importância da gastronomia lusa. Pretende-se demonstrar que a nossa gastronomia cruza-se com sectores como a agricultura, a economia e a história. Haverá divulgação, valorização e venda de produtos agrícolas e transformados de todo o país no Mercado Manuel Firmino tais como o pão, o queijo, os enchidos, o vinho, os hortofrutícolas, os doces, entre outros, assim como demonstrações culinárias apresentadas pelos conhecidos Chefes de Cozinha Hélio Loureiro e Luís Salvador, exposições, a composição de um conto sobre a gastronomia elaborado por quatro escritores, um convite às crianças para semear chícharo e assim terem um contacto mais próximo com esta leguminosa no ano que se celebra o Ano Internacional das Leguminosas, e demais actividades lúdicas e culturais. A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira como membro da FPCG juntou-se ao DNGP, tendo-se antecipado e realizado ontem um jantar "buffet" regional na Escola de Hotelaria e Turismo da Madeira. E certamente no futuro a nossa terra será contemplada com o Dia Nacional da Gastronomia Portuguesa, até porque este será comemorado todos os anos numa cidade e região diferentes, comprovando assim que é uma das maiores riquezas nacionais.

O Restaurante O Velhinho (telefone: 291224899; com página no facebook) localizado na Zona Velha do Funchal, freguesia de Santa Maria Maior, concelho do Funchal, com duas entradas, uma na Rua D. Carlos I, número 32 e outra na Rua de Santa Maria, número 84 iniciou a actividade como tasquinha em Janeiro de 1956. Depois nos anos 90 foi transformado em snack-bar tendo depois sido convertido em restaurante. Primeiro, foi gerido pelo Senhor José Gonçalves Rodrigues, sendo que os seus quatro filhos, Domingos, Carlos, Alberto e Alexandre garantem no presente a sua continuidade. O nome desta casa é uma alusão carinhosa ao seu proprietário fundador. Para começar a refeição, uma dose de lapas grelhadas com um quentinho bolo do caco, uma salada de galinha com queijo ou uma salada mista são as entradas mais pedidas. Nos pratos principais, o peixe grelhado do dia que pode ser o pargo, o bodião, a garoupa, a abrótea, ou seja, o dito "peixe fino" como também são conhecidas estas espécies por cá, o bife de atum e o filete de espada, sendo que se preferir a carne, o bife à "Velhinho", o bife com cogumelos ou a espetada são possíveis sugestões. Nas sobremesas os populares pudins de maracujá e de caramelo são os mais procurados, quer pelos locais, quer pelos turistas que querem saborear os doces típicos da Região. A prioridade à produção agrícola regional é dada como certa, pois um fornecedor de Câmara de Lobos abastece este restaurante regularmente de hortícolas como a semilha [regionalismo para batata], a batata doce, o tomate, a alface, o feijão verde, a couve flor, o brócolo, entre outros. O peixe é comprado no Mercado dos Lavradores pois d’ O Velhinho até lá são dois passos, e a frescura e a qualidade do pescado e marisco locais estão asseguradas, melhorando em muito os pratos ali confeccionados e servidos.

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publicado às 16:27

Este texto foi publicado no dia 24 de Abril de 2016, na revista "Mais" do Diário de Notícias.

A Portaria número 6/2009 de 26 de Janeiro da então Secretaria Regional do Turismo e Transportes criou um distintivo turístico de qualidade ambiental designado "Estabelecimento Amigo do Ambiente". A partir daquele ano e em traços gerais, pretende-se promover a qualificação ambiental da oferta turística, reconhecer e fomentar as boas práticas ambientais das empresas do sector turístico da Região, nomeadamente hotéis, restaurantes, empresas de animação turística e agências de viagens. Com o intuito de distinguir o melhor dos melhores, instituiu-se três tipos de distintivos: "Amigo do Ambiente – Excelência", "Aliado do Ambiente – Ouro" e "Atitude Ambiental – Prata". As candidaturas apresentadas em formato de questionário são avaliadas por parâmetros como a integração nas vertentes natural e social, os recursos energéticos e hídricos, a gestão ambiental e inovação, os serviços (que contemplam a questão dos hortofrutícolas locais e seus derivados convencionais e biológicos, mas de uma forma sumária) e a formação, que depois de aprovadas em função da percentagem de respostas positivas por uma Comissão de Avaliação, os referidos distintivos são atribuídos pelo Secretário Regional da tutela (actual Secretaria Regional da Economia, Turismo e Cultura – SRETC) e têm uma validade de quatro anos. Ora, é opinião unânime da importância que a Agricultura madeirense tem no sector do turismo, mormente na paisagem insular e na hotelaria e restauração, pois a nossa gastronomia só será digna desse epíteto, se nela estiverem os produtos agrícolas e derivados locais. Adaptando o que já existe na área do ambiente, uma maneira de promover, reconhecer e fomentar a utilização dos produtos agrícolas e seus derivados nos hotéis e restaurantes, seria a elaboração de uma portaria conjunta entre a SRETC e a Secretaria Regional de Agricultura e Pescas que criasse um distintivo turístico de qualidade agrícola que se poderia eventualmente chamar de "Estabelecimento Amigo da Agricultura Madeirense". Para premiar aqueles que fazem questão de apostar no que é de cá, haveria três insígnias: "Amigo da Agricultura Madeirense – Excelência", "Aliado da Agricultura Madeirense – Ouro" e "Defensor da Agricultura Madeirense – Prata". Os parâmetros de avaliação poderiam ser a integração nas vertentes agrícola e social, a gestão dos produtos agrícolas e derivados ao longo do ano, os serviços e a formação, com metodologia semelhante de classificação da Portaria de 2009 ajustada à componente agrícola. Eis pois, um contributo para dinamizar a médio e longo prazos a produção agrícola regional, criando riqueza e fixando populações nas zonas rurais, melhorando a oferta gastronómica da hotelaria e restauração, tornando-a mais autêntica!

O Restaurante Vila do Peixe (telefone: 291099909; com página no facebook) situado na Rua Dr. João Abel de Freitas, freguesia e concelho de Câmara de Lobos, abriu em Novembro de 2005, sendo o seu proprietário, Alberto Silva. O nome desta casa faz questão de recordar que Câmara de Lobos apesar de ser cidade há alguns anos, ainda hoje é conhecida como Vila e ficou por isso, Vila do Peixe, ou não fosse uma das mais emblemáticas localidades piscatórias da Madeira. Ao entrar neste restaurante, o seu olhar irá deslumbrar-se com a magnífica vista da Baía e do Ilhéu de Câmara de Lobos. E nada melhor do que começar com as "entradinhas do dia" que, como o nome indica, variam diariamente desde o atum de escabeche, às miudezas de peixe, às favas, ao feijão, à pasta caseira de marisco, entre outras. Nos pratos principais, o peixe fresco do dia com 15 variedades para escolher, pode ser grelhado ou frito e acompanhado por batata cozida com orégãos e segurelha, batata frita com orégãos e alho, milho frito, batata doce com mel de cana, arroz de pimentos, arroz de segurelha e as bem temperadas saladas. Nas sobremesas, as mousses de maracujá e de pitanga são opções refrescantes que vão fechar o repasto em grande.

A semilha [regionalismo para batata], a batata doce, a couve, os brócolos, a pepinela, a abóbora tenra, o feijão, a alface, o tomate, a cebola, o pepino, o maracujá, a pitanga, assim como a maioria do peixe ali servido são de origem regional, pois a frescura e qualidade inerentes tornam os pratos deste Restaurante uma combinação perfeita para a vista que dali se admira.

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publicado às 18:54


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